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Mestre Zulu
Em 11 de agosto de 1972 fundou o Grupo de Capoeira Beribazu e iniciou o ensino de capoeira no Colégio Agrícola de Brasília - Distrito Federal como atividade extra-classe autorizada pela direção daquela unidade.
Apresentou à Secretaria de Educação e Cultura do Distrito Federal um projeto integrado de capoeira e ginástica brasileira em 1981, começando assim a difundir a capoeira no Distrito Federal
Mestre Bimba
Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba, nascido em 23 de Novembro de 1900, foi o criador da Capoeira Regional.
Mestre Bimba começou sua carreira aos 12 anos de idade, jogando capoeira Angola, a mesma que ele ensinou por 10 anos.
Durante o período em que a capoeira, e qualquer outra manifestação da cultura negra, era proibida, mestre Bimba conseguiu, junto com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, manter aberta a primeira academia reconhecida de capoeira. A historia da capoeira Regional se inicia quando Mestre Bimba, na década de 30, percebe que a capoeira estava perto de sucumbir diante de sua proibição e pela entrada e assimilação das lutas estrangeira, cada vez mais presentes no Brasil. Diante de tal situação, mestre Bimba começa a procurar um meio de modernizar essa luta, sem contudo perder suas tradições, pois mesmo iletrado Mestre Bimba tem a consciência que, como ele mesmo falou ao presidente Getúlio Vargas anos depois, a capoeira é a única luta verdadeiramente nacional.
Mestre Bimba é hoje o mestre mais reconhecido entre todos, em 1996 tendo recebido o tardio titulo de Doutor Honoris Causa concedido pelo corpo universitário da Bahia. Seu nome é conhecido no mundo inteiro pois é a primeira coisa que qualquer calouro aprende, em qualquer lugar do mundo em que se ensine a sua capoeira regional.
Mestre Pastinha
Mais conhecido por Mestre Pastinha, Vicente Ferreira, nascido em 1899 (posteriormente à publicação da edição de 1961 de Bahia de Todos os Santos de Jorge Amado, onde o autor diz que ele tem "mais de 70 anos", atribuiu-se ao venerável mestre um ano de nascimento em 1889, com resistância de diversos autores) dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas "com a sorte". Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no 'Museu da Imagem e do Som', Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: "Quando eu tinha uns dez anos - eu era franzininho - um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua - ir na venda fazer compra, por exemplo - e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza." A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.
Fundou a primeira escola de Capoeira Angola, o "Centro Esportivo de Capoeira Angola" no Brasil, no Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.
Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade.
Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981. Durante décadas dedicou-se ao ensino da Capoeira. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. E continua vivo nos capoeiras, nas rodas, nas cantigas, no jogo. "Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento: "Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista."